A dificuldade para respirar pelo nariz, conhecida como "nariz entupido crônico", pode ser causada por alterações anatômicas (como desvio de septo) ou aumento dos cornetos nasais (estruturas que regulam o fluxo de ar). Pacientes que sofrem com rinite alérgica são ainda mais propensos para uma pior qualidade de vida. Quando tratamentos clínicos não são suficientes, procedimentos como a septoplastia (correção do desvio) e a redução dos cornetos podem ser opções seguras e eficazes.
O que você precisa saber sobre obstrução nasal e cirurgias
Principais causas do nariz entupido
Rinite alérgica: alergia respiratória que, além de nariz entupido, pode causar espirros, coriza e coceira
Desvio de Septo: A cartilagem ou osso que divide as narinas está torto (septo nasal), bloqueando a passagem de ar.
Hipertrofia de Cornetos: Aumento crônico dos cornetos nasais (geralmente por alergias ou rinite).
Pólipos Nasais ou Sinusite Crônica: Inflamações que obstruem as vias aéreas.
2. Sintomas que impactam a qualidade de vida
Respiração predominantemente pela boca.
Ronco e sono agitado.
Sensação de pressão facial ou cansaço frequente.
Infecções respiratórias recorrentes (ex.: sinusites).
3. Diagnóstico
Exame Físico: Avaliação com rinoscopia ou nasofibroscopia para visualizar obstruções.
Tomografia Computadorizada: Identifica desvios de septo, aumento de cornetos ou sinusopatias.
Teste de Alergia: Para diferenciar causas anatômicas de inflamatórias.
Abordagem Clínica e Cirúrgica
Tratamento Clínico (Não Cirúrgico):
Corticosteroides nasais, anti-histamínicos ou lavagem nasal para reduzir inflamação.
Controle ambiental de alérgenos (ácaros, poeira).
Septoplastia:
Correção do desvio de septo via abordagem interna (sem cortes externos), com anestesia geral por vídeo.
Redução de Cornetos:
Turbinectomia parcial para diminuir o volume dos cornetos.
Procedimento minimamente invasivo, muitas vezes combinado à septoplastia.
Cirurgia Endoscópica Nasossinusal:
Indicada se houver pólipos ou sinusite crônica associada.
Quando a cirurgia é recomendada?
Obstrução nasal persistente, mesmo com tratamento clínico adequado por 3 a 6 meses.
Pacientes que desejam melhorar a qualidade do sono e a prática de exercícios físicos.
Gabriel Reis Castro
Médico Otorrinolaringologista
CRM 5392 / RQE 4013