O zumbido, caracterizado pela percepção de sons como apitos, chiados ou barulhos sem fonte externa, é um sintoma que afeta milhões de pessoas no Brasil. Pode ser temporário ou crônico, e suas causas variam desde exposição a ruídos intensos até condições médicas subjacentes.
1. Principais Causas
Perda Auditiva: Associada à idade (presbiacusia) ou exposição prolongada a ruídos intensos.
Problemas Circulatórios: Alterações vasculares (ex.: hipertensão, aterosclerose) podem gerar zumbido pulsátil.
Distúrbios do Ouvido Interno: Doença de Ménière ou disfunção na cóclea.
Efeitos de Medicamentos: Alguns antibióticos, diuréticos ou anti-inflamatórios em uso prolongado.
Estresse e Ansiedade: Fatores emocionais podem exacerbar a percepção do zumbido.
2. Sintomas que impactam a qualidade de vida
Além do som persistente, são comuns os seguintes sintomas:
Dificuldade para dormir ou concentrar-se.
Irritabilidade ou sensação de isolamento.
Tontura associada (em casos de labirintopatias).
3. Diagnóstico Diferencial
A investigação inclui:
Avaliação Clínica: História médica detalhada e exame físico do ouvido, nariz e garganta.
Audiometria: Teste auditivo para identificar perda de audição associada.
Exames Complementares: Ressonância magnética, tomografia ou Doppler vascular, se necessário.
Abordagem baseada em evidências e tratamento multidisciplinar
Terapia de Habituação (TRT): Técnicas sonoras e orientações para reduzir a percepção negativa do zumbido.
Aparelhos Auditivos: Indicados para pacientes com perda auditiva, melhorando a captação de sons externos e "mascarando" o zumbido.
Controle de Fatores Agravantes: Ajuste de medicamentos, controle de pressão arterial e manejo do estresse.
Acompanhamento em saúde mental: Em casos nos quais o zumbido impacta a saúde mental, pode ser necessário acompanhamento multidisciplinar.
Para cada paciente com zumbido, diversas possibilidades diagnósticas precisam ser investigadas. Restaurar a qualidade de vida é o objetivo!
Gabriel Reis Castro
Médico Otorrinolaringologista
CRM 5392 / RQE 4013